A arte cusquenha apareceu após a conquista da cidade peruana de Cusco pelos espanhóis, em 1543. A partir desta data, surge uma forma de expressão bastante peculiar, de cunho eclesiástico e com propósitos catequéticos. O resultado é um estilo de pintura exuberante, que mescla a arte de cores vivas dos incas com motivos religiosos cristãos.
Através de seus quadros, Victor Hugo retrata uma grande variedade de temas, como Madonas, a Sagrada Família, o Menino Jesus e Santas Ceias. As molduras talhadas à mão que envolvem as telas expostas também são um espetáculo à parte.
O artista falou nesta quarta-feira, 9, sobre o significado da exposição. "Estas pinturas representam a transculturação, aculturação ou fusão de duas correntes pictóricas, a europeia e a inca. Os quadros têm um propósito sobretudo estético, e não propriamente de ícone religioso. Mas foram realizados com o coração", esclareceu.
O artista também falou sobre as principais características da arte cusquenha, presente em todas as telas. "Represento motivos sacros, a flora e a fauna cusquenhas. A grande característica da arte inca presente nos quadros é o alto-relevo, como aquele que os incas costumavam bordar nas vestes de seu imperador. Nos quadros, os bordados são representados sobre as vestes dos personagens retratados", explicou.
O Artista
Victor Hugo é especializado em pintura colonial peruana e professor de arte colonial barroca com especialidade em pintura colonial pela Escola Cusquenha. Também é sociólogo, historiador e membro do Instituto Nacional de Cultura, com sede em Cusco, no Peru, o maior centro arqueológico das Américas. Parte de suas obras também pode ser conferida no website http://artecusquenha.blig.c







