domingo, 19 de setembro de 2010

http://artecusquenha.blig.c

A arte cusquenha apareceu após a conquista da cidade peruana de Cusco pelos espanhóis, em 1543. A partir desta data, surge uma forma de expressão bastante peculiar, de cunho eclesiástico e com propósitos catequéticos. O resultado é um estilo de pintura exuberante, que mescla a arte de cores vivas dos incas com motivos religiosos cristãos.

Através de seus quadros, Victor Hugo retrata uma grande variedade de temas, como Madonas, a Sagrada Família, o Menino Jesus e Santas Ceias. As molduras talhadas à mão que envolvem as telas expostas também são um espetáculo à parte.

O artista falou nesta quarta-feira, 9, sobre o significado da exposição. "Estas pinturas representam a transculturação, aculturação ou fusão de duas correntes pictóricas, a europeia e a inca. Os quadros têm um propósito sobretudo estético, e não propriamente de ícone religioso. Mas foram realizados com o coração", esclareceu.

O artista também falou sobre as principais características da arte cusquenha, presente em todas as telas. "Represento motivos sacros, a flora e a fauna cusquenhas. A grande característica da arte inca presente nos quadros é o alto-relevo, como aquele que os incas costumavam bordar nas vestes de seu imperador. Nos quadros, os bordados são representados sobre as vestes dos personagens retratados", explicou.

O Artista

Victor Hugo é especializado em pintura colonial peruana e professor de arte colonial barroca com especialidade em pintura colonial pela Escola Cusquenha. Também é sociólogo, historiador e membro do Instituto Nacional de Cultura, com sede em Cusco, no Peru, o maior centro arqueológico das Américas. Parte de suas obras também pode ser conferida no website http://artecusquenha.blig.c

CONTATO COM A ARTISTA

(32) 33712803 - São João del-Rei - MG

ARTE CUSQUENHA

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terça-feira, 18 de setembro de 2007





Poesias de Ternas

Mulher

Pelos Passos, pela Vida, pelos Orgasmos,
vai sendo levado uma Senhora.
Todos queem carregá-la.
Mas nenhum Homem,
nenhum Filho lhe pergunta
porque tamanha dor
Ela chama de amor.
Com os sonhos em temor,
em cima de um andor,
vai sentindo,
nas pedras pisadas,
pelo brilho das velas iluminadas,
a alma ferida,
a dor vencida,
a ilusão perdida.
Nos traços cansados ,
os olhos claros
ficam vagos e distantes
a desejar a todo instante
que a Vida se torne brilhante
e que seus sonhos não se misturem
a este divino sacrificio
de amar
e da Vida ser vestígio.

Poesias de Ternas

Mulheres de Apenas

Luzes e cores
iluminam rostos decisivos,
apenas para resguardar
a fragilidade dos amores.

Palpebras fechadas,
lábios descorados,
apenas para esconder
os devaneios da alma.

Janelas abertas,
portas insinuadas,
apenas para disfarçar
a premonição dos sonhos.

Igrejas transparentes,
ruas que nunca terminam,
apenas confundir
a intensidade dos sentimentos.

Sou mulher.
Sou única.
E posso ser quantas eu quizer.
Mas para que me adivinhe,
abra meus olhos
e escute o meu coração.