terça-feira, 18 de setembro de 2007

Poesias de Ternas

Mulheres de Apenas

Luzes e cores
iluminam rostos decisivos,
apenas para resguardar
a fragilidade dos amores.

Palpebras fechadas,
lábios descorados,
apenas para esconder
os devaneios da alma.

Janelas abertas,
portas insinuadas,
apenas para disfarçar
a premonição dos sonhos.

Igrejas transparentes,
ruas que nunca terminam,
apenas confundir
a intensidade dos sentimentos.

Sou mulher.
Sou única.
E posso ser quantas eu quizer.
Mas para que me adivinhe,
abra meus olhos
e escute o meu coração.

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